Quando eu me formei na UNICAMP e concluí minha residência em Ginecologia e Obstetrícia, eu me sentia pronta. Eu tinha o conhecimento técnico, sabia os protocolos de cor, dominava as condutas cirúrgicas e estava segura da minha capacidade de diagnosticar e tratar. Eu era, tecnicamente, uma excelente médica.
Mas, naquela época, eu não sabia o que eu não sabia.
Existe um abismo entre estudar a fisiologia do parto nos livros e sentir as contrações no próprio corpo. Existe um mundo de distância entre prescrever um método contraceptivo e sentir na pele as dúvidas e os medos sobre como ele vai afetar sua própria rotina e libido.
A grande virada na minha carreira não aconteceu em um congresso internacional ou em uma sala de cirurgia. Aconteceu na minha vida pessoal.
Ao me tornar esposa, e especialmente ao me tornar mãe, eu mudei de lado da mesa. Deixei de ser a Dra. Juliana e passei a ser a paciente.
Senti as inseguranças da gestação, o medo do desconhecido no parto, os desafios reais do puerpério e as nuances das oscilações hormonais.
Foi aí que eu entendi, no sentido mais profundo da palavra, o que minhas pacientes tentavam me dizer. Eu entendi que quando uma mulher chega ao meu consultório com uma queixa, ela não está trazendo apenas um sintoma físico. Ela está trazendo sua história, seus medos, suas expectativas e, muitas vezes, uma bagagem de não ter sido ouvida antes.
Essa experiência pessoal transformou meu atendimento. Eu percebi que a excelência técnica da UNICAMP, que eu tanto prezo, é apenas 50% do que uma mulher precisa. Os outros 50% são feitos de algo que não se aprende na faculdade: Empatia Real.
É por ter sentido ansiedade na gravidez que hoje eu ofereço meu WhatsApp pessoal para minhas gestantes. Eu sei que uma mensagem não respondida no domingo à noite dói.
É por entender a complexidade da nossa rotina de mulher moderna que eu não tenho pressa na consulta investigativa. Eu sei que precisamos de tempo para falar.
É por saber que cada corpo é único que eu nunca imponho um tratamento, seja ele um DIU ou uma reposição hormonal. Nós construímos a decisão juntas.
A Renata P., uma paciente querida, disse algo que me emocionou profundamente:
“A Dra. Juliana é acolhedora como mãe e segura como médica. Ela une a ciência da UNICAMP com uma empatia rara.”
Essa frase resume o meu propósito hoje.
Quando você entra no meu consultório, eu trago toda a minha bagagem científica para garantir sua segurança. Mas eu também trago meu coração de mulher e mãe para garantir que você seja vista, ouvida e acolhida em sua totalidade.
Seja bem-vinda. Aqui, o cuidado é de verdade.